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TI tem carência de profissionais

Bruno Carvalho para o Hoje em Dia


Bernardino Ferreira, coordenador de desenvolvimento da Web Consult, fala sobre o mercado promissor em BH, que hoje exporta mão de obra para outros Estados e setor sofre com a falta de pessoal; salários passam de R$20 mil Empresas de outros Estados estão buscando profissionais da área de tecnologia da informação em Belo Horizonte. Como é considerada um polo na área de desenvolvimento de software, a falta de mão de obra qualificada por aqui é a maior devido à exportação de talentos. Nas salas de aula, todos os alunos encontram empregos na metade do curso. Depois de contruída a carreira, os salários podem ultrapassar os R$ 20 mil. Com expansão do acesso à internet por meio dos terminais móveis, como tablets e smartphones, 'tamém cresce a demanda por pessoas capazes de desenvolver programas e gerenciar dados em ferramentas voltadas para a comunicação e comércio no mundo virtual. Se antes os alunos formavam com emprego garantido, hoje, a partir do terceiro período, já estão todos trabalhando na área, segundo o diretor da Faculdade Cotemig, Maurício Ribeiro. "Tem empresas de São Paulo vindo buscar mão de obra. Ao lado de São Paulo, BH é um polo na área de desenvolvimento", afirma. Um desses exemplos é Totvs, que possui um centro de desenvolvimento com 800 pessoas em Belo Horizonte. "Fazemos parcerias com as faculdades e captamos os alunos quando eles ainda estão em formação", diz o diretor da Totvs Minas, Arnaldo Xavier. Atraído pelo gosto por tecnologia e fisgado pela possibilidade de ascensão na carreira, Bernardino Ferreira começou um curso técnico em 2006. Desde então, ele já passou pelas empresas Confermeta e Café 3 Corações antes de chegar ao cargo de coordenador de desenvolvimento da Web Consult, aos 22 anos. Toda mudança de emprego foi acompanhada de reajuste no salário. "Trabalho em uma área promissora", afirma. A trajetória de Bernardino reflete a dinâmica do mercado. Hoje, a concorrência entre as empresas se dá na disputa pelos clientes e também por funcionários. As estratégias de retenção refletem no aumento dos salários e em um plano de cargos bem definido dentro das organizações. Por isso, muitas vezes, a carreira deslancha mais rápido na área. Só o diploma significa reajuste de 20% no salário De acordo com levantamento feito pela empresa derecrutamento Catho, a remuneração mais baixa no Brasil na área de tecnologia da informação (TI) é de um estagiário de desenvolvimento web, com cerca de R$ 600. Com mais experiência e qualificação, o salário médio de um diretor de TI está em R$ 18 mil. Apesar do aumento no número de cursos, a procura por profissionais do setor cresceu em patamar superior à oferta, o que provoca uma valorização rápida na carreira dos profissionais mais qualificados. De acordo com o diretor da Faculdade Cotemig, Maurício Ribeiro, só de receberem o diploma, os alunos já ganham um reajuste médio de 20% nos rendimentos das empresas em que estão contratados. O professor afirma que o salário médio de quem está começando a trabalhar com curso médio em Belo Horizonte está na faixa de R$ 1.500; para aqueles de nível superior, R$ 2.500. "Com cinco anos chega-se a R$ 6 mil de salário", diz. O mercado também está aberto para os empreendedores. Segundo Fernando Juste, sócio na JN2, empresa que desenvolve softwares para sites de compra, o trabalho de TI exige empenho, pois a parte mais complicada não é o design, mas sim a engenharia para interligar os sites às empresas de pagamento e outros sistemas, como de estoque e logística. "Profissionais organizados estão em falta", diz. Hoje, o negócio, que começou em casa, possui o próprio escritório e tem sete funcionários.
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Postado em: 29 de Maio de 2012
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