Tecnologia na palma das mãos e na ponta dos dedos
Saiba o que levou o Galaxy Tab e outros tablets disponíveis no mercado e ganharam destaque no mundo da tecnologia e como esses aparelhos podem ser usados no mundo do marketing
Falar que a informática se renova a cada dia é redundância. As novas tecnologias surgem em uma velocidade tão alta que até os mais fanáticos pelo mundo high tech nem sempre conseguem acompanhar os lançamentos. Mas não se pode negar que os tablets, ou pranchetas eletrônicas, como queiram, estão no topo da pirâmide dos aparelhos mais desejados. O pioneiro, Steve Jobs, da Apple, saiu na frente na corrida e apresentou ao mercado o iPad, que em sua segunda geração, é o mais vendido do mundo. Pesquisas norte-americanas de tendências de marketing e mídia digital apontam que até 2012 serão cerca de 80 milhões de tablers em todo o mundo. Mas se engana quem acredita que o mercado não tem concorrente. A Samsung também criou sua versão para bater o iPad. Batizado de Galaxy Tab, a prancheta tem tela de 7 polegadas e pesa 380 gramas. O fabricante já estuda o lançamento de uma segunda versão com tela de 10 polegadas e alguns upgrades em relação ao irmão mais velho. Uma novidade, não tão nova assim, que veio para conquistar mercado e se fixar na vida de muita gente. \"Seu surgimento criou um novo conceito e, apesar de ter algumas funcionalisades iguais a um computador ou smartphone, pertence a uma nova categoria. Sabemos que a tendência mundical é a portabilidade, os tablets nada mais são que a personificação dessa tendência\", comenta Leonardo Bortoletto, diretor comercial e de marketing da Web Consult. Para uso pessoal ou profissional, os tablets chamam a atenção por onde passam. No Brasil, devido aos altos preços, ainda encaginham e atingem um público consumidor restrito, mas com o aumento nas vendas, em curto espaço de tempo, comprar um Galaxy Tab, por exemplo, deve ficar mais acessível. \"Com o avanço da tecnologia, em um tablet, se tem recursos suficientes par trabalhar, comunicar e entreter dentro de uma experiência de uso positiva e agradável, o que não acontecia no passado, por exemplo, internet muito lenta e falta de aplicativos\", explica Robin Raffin, diretor de inovação da Router Beta. Com a oferta de internet sem fio por meio de Wi-Fi ou 3G, a portabilidade permite que o tablet seja suficiente para muitas tarefas do dia-a-dia. Usar o equipamento dentro das empresas pode ganhar pontos para a marca. \"Sempre que uma empresa utiliza algum equipamento de tecnologia recente ela traz uma imagem de modernidade e inovação junto a ela e com os tablets não é diferente\", analisa Taffin. E como a tecnologia pode ser aplicada como ferramenta de marketing? Leonardo Bortoletto explica: \"É possível desenvolver aplicativos tanto para o consumidor quanto para uso da empresa. Você pode desenvolver desde um jogo interativo ou um livro digital, até um dispositivo para auxiliar sua equipe de vendas\". Mesmo os tablets sendo recentes, já tem quem use no trabalho em larga escala. \"Existe uma empresa da área de medicamentos que atualmente disponibiliza para seus vendedores esse tipo de dispositivo para ajudar nas vendas, com aplicações esenvolvidas para apresentação de produtos e portfólio utilizando textos, imagens, áudio e vídeo, por exemplo. Nesse caso, o uso do tablet dispensou a apresentação impressa e permitiu a atualização de produtos, serviços e valores de forma praticamente imediata\", exemplifica Bortoletto. No meio de tantas opções de aplicação, Robin Taffin aponta mais algumas: \"Restaurantes e bares utilizam tablets para cardápios onde os pedidos podem ser feitos a partir do próprio aparelho sem a presença de um garçom. Hotéis começam a usar tablets como consièrge, onde oferecem serviços como definição de horário para arrumar o quarto, compra de ingressos para shows e eventos, pedido de room service\". É possível afirmar então que o aparelho pode agregar valor significativamente a marca, certo? Certo em partes, já que, segundo Bortoletto, antes de investir é preciso saber se o consumidor possui o perfil de um usuário de tablet. \"Por ainda ser uma novidade no mercado mundial o dispositivo não é tão barato, o que significa que o usuário de um ablet vai estar inserido dentro das classes que nem sempre serão seu target\", pontua. Mas de acordo com a Taffin, a grande vantagem para o marketing especialmente no ponto de venda é a de trazer uma nova dimensão a esse ponto. \"Por meio da mobilidade e conectividade desses aparelhos os objetivos podem ser atingidos com êxito de uma forma até então nunca explorada\", dimensiona o especialista. Os números chamam a atenção: \"A indústria de aplicativos já movimenta R$50 milhões por ano. Esse número abrange desde os aplicativos para consumidores finais colocados nas lojas Android Market, do Google, e App Store, da Apple, até programas encomendados por empresas para uso interno\", aponta Bortoletto. Os temas dos aplicativos são os mais variados. Alguns são disponibilizados gratuitamente, mas outros só podem fazer parte da área de trabalho do seu tablet se forem comprados. O mercado está muito aquecido e ainda é muito recente. \"A previsão de crescimento até 2013 é de 800%. Já existem aplicativos para Facebook, Twitter, YouTube, jogos interativos, etc\", finaliza Bortoletto.
Fonte: Promo Insights
Postado em: 01 de Abril de 2011