Natal turbina as vendas pela web
Negócios pela internet movimentam R$ 2,2 bilhões no país entre 15 de novembro e 24 de dezembro, melhor resultado já registrado para o período. Valor é 40% maior que o de 2009
O comércio eletrônico no país ganhou um presente e tanto neste Natal. As vendas pela internet registraram crescimento de 40% no Brasil, o que faz o setor movimentar um volume recorde de R$ 2,2 bilhões entre 15 de novembro e o dia 24 deste mês. No ano passado, o faturamento do e-commerce brasileiro foi de R$ 1,6 bilhão na mesma base de comparação. Os dados da consultoria E-bit, especializada em informações do segmento, mostram ainda que a alta nos negócios on-line neste fim de ano foi a maior dos últimos tempos. Em 2008 e 2009, a elevação foi de 16% e 28%, respectivamente (veja quadro).
A previsão é que as vendas eletrônicas no acumulado fechem o ano com uma curva positiva também de 40%, elevando o faturamento nominal (com inflação) do setor em 2010 para R$ 15 bilhões, conforme os números da E-bit.
Durante os 40 dias do período natalino, 6 milhões de pedidos foram efetuados em lojas virtuais do país. O pico de vendas foi registrado no dia 14 deste mês, quando foram concluídas mais de 224 mil solicitações de compra, segundo a E-bit. Em 2009, o auge dos negócios ocorreu no dia 16. A consultoria informa que o valor do tíquete médio neste ano foi de R$ 370.
Como era de se esperar – devido às características do comércio eletrônico –, os eletrodomésticos foram os campeões de venda, seguidos pelo segmento de informática, saúde, beleza e medicamentos. Na quarta e quinta posições, ficaram os livros e produtos eletrônicos, respectivamente.
De acordo com o diretor geral da E-bit, Pedro Guasti, a alta expressiva de 40% era esperada e até surpreendeu. “No início do ano, com o país saindo positivamente da crise, a previsão era de um crescimento de 30% para este período natalino”, diz. Segundo o executivo, o crescimento do setor se deu por uma soma de fatores. O primeiro deles foi a expansão da base de consumidores virtuais no país, que, só neste ano, ganhou entre 4 milhões e 5 milhões de compradores, totalizando cerca de 23 milhões de clientes do e-commerce. “Também não podemos ignorar o ingresso de grandes varejistas no comércio eletrônico em 2010, além de o cenário econômico atual deixar os consumidores mais dispostos às compras”, acrescenta Guasti. Para o especialista em soluções e negócios virtuais Leonardo Bortoletto, grande parte do aumento das vendas virtuais em 2010 pode ser creditada ao poder de consumo das classes C, D e E.
Mas nem tudo são flores no setor. Neste ano, houve uma piora nos indicadores que medem o nível de satisfação dos consumidores, principalmente no que se refere ao prazo de entrega de produtos. Em 2009, 86,76% dos clientes virtuais se mostraram satisfeitos, contra 86,05% este ano – queda de 0,7 ponto percentual, conforme a E-bit.
Fonte: Estado de Minas
Postado em: 29 de Dezembro de 2010