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Era dos tablets

Era dos tablets

Cada vez mais, os tablets vêm tomando espaço dos notebooks e desktops.


Notebooks e desktops que se cuidem, pois os tablets estão com bastante fôlego nessa corrida tecnológica que estamos presenciando. Quem diria que esses pequenos dispositivos eletrônicos se tornariam, em tão pouco tempo, uma real ameaça à era dos computadores de mesa e até mesmo dos notebooks? Mesmo com os preços não tão acessíveis, eles chegaram à marca de 19 milhões de unidades comercializadas no ano passado. A estimativa para este ano é que sejam vendidos 55 milhões de aparelhos, sendo que 10 milhões serão comprados apenas por empresas. Trata-se, sem dúvida, de um progresso admirável, de causar inveja a qualquer outro equipamento. Os tablets são computadores em forma de prancheta eletrônica, sem teclado e com tela sensível ao toque. Dentre suas funcionalidades, estão o acesso à internet, aplicativos de jogos, visualização de fotos, vídeos, leitura de livros, revistas e jornais. Mas o que torna o dispositivo ainda mais atraente é a possibilidade de levá-lo e utilizá-lo em qualquer lugar, por ser mais leve e compacto que um notebook. Engana-se quem pensa que apenas os jovens conhecidos como geração Y ou aficionados com tecnologia aderiram a essa nova sensação. Atualmente, os tablets estão invadindo as corporações por garantir diversas vantagens que nem o papel, desktop e notebook conseguiram proporcionar. As empresas têm recorrido a essa tecnologia para agregar valor aos seus negócios e para estreitar laços com seu público, através de aplicações interativas, como um portfólio interativo para auxiliar a equipe de vendas. O consumidor comum também encontra nos tablets muitas opções de usabilidade, que vão desde um jogo interativo ou um livro digital até um aplicativo de banco. O mercado já tem, por exemplo, lojas e restaurantes que trocaram os tradicionais catálogos e cardápios pela novidade. Isso agrega significativo valor à imagem institucional, pois demonstra que a empresa está em sintonia com as tendências tecnológicas mundiais e que investe em novas maneiras de se comunicar com seu público-alvo. Por conta dessa demanda, a indústria de aplicativos já movimenta R$ 50 milhões por ano. Esse número abrange desde funcionalidades para consumidores finais colocados nas lojas Android Market, do Google, e App Store, da Apple, até programas encomendados por empresas para uso interno. Esse mercado de aplicativos para tablets está muito aquecido e ainda é bastante recente, já apresentando previsão de crescimento de 800% até 2013. Entretanto, acompanhar toda essa modernização tecnológica requer cuidado. Por mais que os novos equipamentos tenham virado uma febre, nem todos conseguiram aderir em decorrência dos altos custos. Antes de investir, a empresa precisa saber se o consumidor possui o perfil de um usuário de tablet. Mas a tendência, que já apresenta alguns indícios, é que modelos mais populares sejam lançados e que os fabricantes reduzam o preço com o tempo.
Fonte: Diário do Comércio
Postado em: 28 de Maio de 2011
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