Segurança nas páginas da internet

Este é um artigo de Leonardo Almeida Bortoletto* publicado no Jornal Tudo BH no dia 06 de Novembro de 2015.

Tecnologia, compras online, inovação, redes sociais, segurança. A lista de palavras relacionadas à Internet é grande, porém, as cinco citadas se complementam positivamente. A tecnologia aliada à segurança permite que empresas inovem em seus produtos e serviços e proporcionem estabilidade aos internautas no acesso a sites de compras, a redes sociais e a páginas de busca. Segundo pesquisa da Cisco, estes sites possuem maior concentração de ameaças na rede e a probabilidade do internauta receber conteúdo malicioso em sites de softwares pirata, por exemplo, é 21 vezes menor do que em páginas de e-commerce e 27 vezes menor do que em sites de busca.

Os dados refletem na atitude dos internautas brasileiros. De acordo com estudo da consultoria F-Secure, 84% dos internautas brasileiros têm medo de fazer compras online. A pesquisa foi realizada em 14 países e o Brasil teve o maior índice entre os mercados analisados. Depois do país, a Índia teve porcentagem de 77%; seguida dos Estados Unidos, 63%; Canadá, 62%; Japão, 58%; e Europa, 48%, fazendo uma média entre Alemanha, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Grã-Bretanha, Holanda, Itália e Suécia. Nota-se que o receio de comprar pela web vai de um canto a outro no mundo. A nomenclatura país ‘em desenvolvimento’ ou ‘desenvolvido’ não indica, necessariamente, os avanços tecnológicos de cada lugar.

Podemos considerar que a tecnologia está bem avançada no Brasil, mas ainda faltam ajustes relacionados, principalmente, à segurança das páginas. O comércio eletrônico deve ter atenção especial em suas plataformas. Não adianta empresas venderem seus produtos com uma ferramenta sem flexibilidade e barata. Com baixo investimento, as vendas podem não ser tão satisfatórias quanto o esperado. Trocar a plataforma é uma boa opção, no entanto, exige planejamento adequado.

O cuidado deve ser redobrado com a mudança de tecnologia, no endereço dos produtos, nas formas de pagamento e na visualização. No mês de migração é comum que o site perca posições nas páginas de busca. Entretanto, com a adesão de uma plataforma mais segura, mais usuários terão confiança para acessar e finalizar a compra pela Internet. Outra prova de que inovação, tecnologia e segurança se completam. Em contrapartida, os consumidores também devem atentar em qual página estão entrando e comprando. O internauta precisa entender as políticas de segurança da loja virtual antes de finalizar a compra, assim como verificar se na página tem contato de telefone e email válidos.

Em recente levantamento da consultoria Grant Thornton UK, o Brasil é considerado o sétimo país mais atrativo para investimentos em tecnologia. Fatores relacionados a estabilidade econômica, a base de investidores locais e a classe C ascendente são atrativos para os investimentos na área. A avaliação é de que o nosso país tem pleno potencial de reduzir as estatísticas de ameaças virtuais e receio do comércio eletrônico. Basta procurar meios para manter a página segura, com todos os certificados e selos digitais. O sucesso da loja virtual depende de inovação, planejamento e, claro, segurança.

*Leonardo Almeida Bortoletto é especialista em Inteligência Digital, presidente da Web Consult. Formado em Administração de Empresas, é conselheiro titular do MGTI; presidente executivo da SUCESU-Minas e membro do Conselho Deliberativo da Fumsoft.